A informação foi confirmada pelo diretor do Instituto Médico Legal (IML), Flávio Fabres. Ele afirmou que toda a documentação solicitada pelo consulado anteriormente, com objetivo de encontrar os familiares foi enviada e, após isso, foi possível encontrar parentes dela.
No entanto, foi informado também que há um possível empecilho no trâmite funerário da médica francesa, isso porque a família demonstrou a intenção de querer cremar o corpo na Paraíba, mas, segundo Flávio Fabres, a Justiça não permite a cremação em casos de homicídio, somente com autorização judicial.
“Existe um desejo (da família) de fazer a cremação do corpo. Não vejo óbice a isso, mas quem vai determinar é finalmente é o juiz de direito. A gente tem, está identificado, causa da morte esclarecida, nenhum exame complementar a ser realizado”, disse.
Com esse cenário, a família precisa pedir uma autorização especial para a cremação. Além disso, o prazo para a retirada do corpo após a identificação da família é de 30 dias, no entanto, Flábio Fabres disse que pode ampliar esse prazo, devido a distância para a França.
O diretor disse ainda que o corpo de Altamiro Rocha ainda segue no instituto e que nenhum familiar entrou em contato para recolher o material e realizar processos funerários. Sobre o corpo dele, Flávio disse que pode haver o enterramento.
A médica Chantal Etiennette Dechaume, de 73 anos, de nacionalidade francesa, foi encontrada carbonizada no dia 11 de março. De acordo com a polícia, ela foi morta pelo gaúcho Altamiro Rocha dos Santos, com quem tinha um relacionamento.
O homem foi encontrado morto no dia 12 de março, um dia após o corpo de Chantal ser localizado. O corpo dele estava no bairro João Agripino, com as mãos amarradas e sinais de decapitação.



