Jovem preso por incitar ódio na internet, em Santa Rita

O suspeito usava redes sociais para incentivar ataques a mulheres, crianças e homossexuais

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A Polícia Civil da Paraíba, por meio da Delegacia Especializada em Crimes Cibernéticos, cumpriu, nesta segunda-feira (27), um mandado de busca e apreensão na cidade de Santa Rita, contra um jovem de 18 anos suspeito de usar redes sociais para incitar crimes de ódio contra mulheres, crianças e pessoas homossexuais.

O delegado João Ricardo informou que o investigado foi surpreendido pela operação e confessou as postagens diante da família. “Ele utilizava algumas redes sociais para incitar e induzir outras pessoas a praticarem crimes contra determinados grupos. Disse que fazia isso porque tinha raiva em relação a essas pessoas e mantinha um discurso muito forte na internet, incentivando ataques”, explicou o delegado.

Durante a ação, os policiais apreenderam dispositivos eletrônicos, incluindo celulares, que serão periciados para verificar se o suspeito chegou a cometer diretamente algum dos crimes que incentivava. “Queremos identificar se ele fez vítimas e entender o alcance das mensagens que publicava”, afirmou João Ricardo.

Segundo o delegado, o jovem não possui histórico policial e vivia de forma isolada. “É um perfil bastante comum. Os pais saem para trabalhar, ele fica em casa, terminou a escola e passa o dia inteiro na internet. É um jovem que fala pouco, vive trancado com o celular e acaba sendo influenciado a praticar crimes”, detalhou. As investigações apontam que o suspeito mantinha contato com pessoas de vários estados do país, sem ligação internacional. “Era um crime praticado em nível nacional. Havia contatos com pessoas de outros estados, mas nenhuma do exterior”, disse o delegado.

De acordo com a Polícia Civil, o mandado foi de busca e apreensão, sem flagrante no momento da operação. Um dos aparelhos eletrônicos investigados havia sido destruído pelo próprio suspeito. “Eram dois celulares. Um deles foi quebrado pelo autor e não estava mais na casa”, concluiu João Ricardo. O jovem mora em uma área periférica da Grande João Pessoa. As investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos, incluindo um amigo citado pelo investigado, que teria colaborado na criação dos perfis usados para disseminar os discursos de ódio.

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