Uma semana após a morte de Gerson de Melo Machado, que entrou no recinto de uma leoa e foi atacado por ela, o Parque Arruda Câmara, a Bica, em João Pessoa, segue fechado e passa por reforço nas medidas de segurança. A reabertura do zoológico ainda não tem data definida, mas a previsão é que ocorra nos próximos 10 dias, com quantidade limitada de visitantes.
O secretário de Meio Ambiente de João Pessoa, Welison Silveira, afirmou que haverá reforço nas práticas de educação ambiental e no monitoramento do fluxo nos recintos do parque. Ele acrescentou que novas câmeras de segurança com inteligência artificial também serão instaladas. Silveira destacou ainda que os servidores passarão por treinamentos, inclusive para situações de emergência.
Segundo o secretário, o recinto da leoa já supera o tamanho indicado pelas normas das autoridades ambientais, tendo cerca de sete metros de altura, sendo seis de muro e um metro de mureta inclinada. Ele também disse que já existiam câmeras de monitoramento no local e a presença de agentes ambientais e guardas municipais.
Na última quinta-feira (4), a Polícia Civil afirmou que não enxerga falhas de segurança no local do incidente, e considera o ocorrido como um fato atípico. A delegada Josenise Andrade afirmou que, segundo as informações já apuradas, o recinto da leoa obedece a todos os critérios técnicos.
Josenise ressaltou que exames de perícia foram feitos no recinto da leoa e no corpo de Gerson de Melo. A delegada também solicitou as imagens de câmera de segurança no local.
O Ministério Público da Paraíba (MPPB) tem dois procedimentos de investigação abertos em relação ao zoológico. O primeiro apura as medidas adotadas pelos órgãos da administração municipal após a morte de Gerson. O outro não tem relação direta com o caso e investiga possíveis irregularidades ambientais apontadas em relatório da Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema).

